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Veja a previsão do tempo.
13/11/08 - Pan-Americano 2008 de Formula Experience - 7 a 9 de Novembro, Vitória - ES - Brasil

Pódio Start (no 2º plano): Ariane (4ª), André (2º), Bebeko(1º), Léo Pai (3º) e Lena (5ª)
Os típicos ventos fortes de novembro que assustaram os velejadores na véspera do campeonato não firmaram e uma inesperada calmaria total inaugurou o primeiro dia do evento, não sendo possível a realização de nenhuma regata na sexta-feira (07/11), deixando os velejadores na espectativa, embora a previsão fosse das melhores.

Com a mídia de plantão o dia todo, fomos pressionados a ir pra água pra pelo menos tentar fazer algumas imagens e até tivemos uma largada, mas o vento estava abaixo do limite e realmente não deu e voltamos boiando.

No sábado, segundo dia de competição, tudo começou muito estranho, pois chegamos na tenda e tinha nada menos que um pinguim perdido no meio do campeonato!

Enquanto o vento ainda não era suficiente para a realização das regatas de Formula Experience (7 nós ou cerca de 13 km/h), a CR mandou a Categoria Start pra água e foram realizadas 4 regatas seguidas, com um percurso de través bem perto da areia da praia, proporcionando às famílias dos velejadores e ao público presente uma grande diversão, com direito à narração com microfone a todo volume. Muitas fotos e vídeos foram feitos da água e em breve serão colocados à disposição na galeria do site.

Com isso a categoria de base do windsurf foi validada e com direito ao descarte do pior resultado, ficando assim a colocação final:

START:

1º - Aldo Maia Netto (Bebeko) - SC:
2º - André Rosa - ES:
3º - Leonardo Venturini - ES
4º - Ariane Cruz - ES
5º - Maria Helena Landim - ES
6º - Frederico Perim - ES
7º - Beatriz Ventorini - ES

Todos os participantes da Start estão de parabéns e vale ressaltar que alguns velejadores que competiram nessa categoria tem apenas algumas aulas e, mesmo sem nenhuma experiência em regatas, fizeram bonito e foram o grande destaque do dia, como é o caso da Bia Ventorini (apenas 3 aulas) e do André Rosa (10 aulas). Esse também é um dos fatores positivos da classe FE, cujo equipamento proporciona uma fácil evolução logo nas primeiras velejadas.

Mais tarde a CR mandou as Formulas pra água, pois enquanto na areia em frente à tenda tinha apenas 8 nós, o anemômetro do pier do Iate Clube já marcava 10 a 11 de vento sul, e uma lancha que estava a 4 milhas da costa no campeonato de pesca oceânica, informava que ventava 16, o que era um bom prognóstico. Com uma CR ágil a raia foi montada em poucos minutos. Fomos planando pra largada mas na hora H largamos boiando e cancelou a regata. Enquanto esperávamos na esperança de baixar a RECON, o tempo se fechava e a probabilidade de se fazer regata era cada vez menor, o que fez com que a CR mandasse todos de volta pra terra.

Como de costume, após canceladas as regatas do dia, no trajeto de volta à praia os primeiros velejadores começavam a planar e de repente o que se via era um grande espetáculo em frente à tenda, com toda a flotilha voando com ventos de até 16 knots, num show de gybes e planadas a poucos metros da areia.

Foram cerca de 20 minutos ou mais nessa adrenalina velejando a mil com o mar liso como uma piscina e muita, mas muita chuva, inclusive de granizo, mas como os raios pareciam cair muito próximos e o vento acabando, a galera foi saindo da água com pouca esperança de validar o campeonato no dia seguinte, que era o último.

À noite aconteceu o jantar de abertura no Iate Clube, num clima de muita descontração e a paella do Almir fez sucesso entre os velejadores e convidados, tendo replay no dia seguinte na praia após o término do campeonato.

Pra felicidade geral da nação, no domingo a espectativa era bem melhor, pois amanheceu com o céu limpo e vento norte com cara de entrar uma bufa! O tempo foi passando, rolou até uma peladinha na praia, mas o vento não vingava... até que firmou de repente na casa dos 10 nós e fomos pra água. Eu particularmente fui pra primeira regata bem desanimado, pois só consegui emprestada uma vela 10.0, que pra essas condições é muito pequena mas, pra minha surpresa, logo no primeiro contra-vento da Regata 1 eu consegui segurar a flotilha com boa velocidade, deixando apenas Morrone escapar, que estava mais veloz mas com menos orça e, quando percebi que ele sangrou a bóia, eu cambei pra montar o primeiro contra-vento. Apesar de não ter conseguido acertar o lay line, tendo que cambar mais duas vezes, ainda assim montei antes e desci pro primeiro popa já com boa vantagem sobre ele e os demais, sem chances de recuperação, pois os equipamentos de FE são praticamente iguais, não permitindo maiores erros, o que é um dos principais objetivos da classe, fazendo a técnica prevalecer sobre o bolso!

Fiz essa regata em 19 minutos, com Marcello Morrone (DF) chegando em segundo, Alexandre Neves (SC) em terceiro, Marcelo Formigoni, o Mau Mau (ES) de vela 9.0 e muito veloz, em quarto e Leozinho Venturini (ES), que foi uma das revelações, terminando essa em 5º (de vela 8.2), também muito rápido. Esses foram os cinco primeiros colocados na primeira regata da classe FE.

Já na FW, classe convidada, Éverton Campos, o Ton (ES) ganhou a primeira na Open e Marcelo Vargas Bernardo (ES) venceu a primeira regata da Sport.

Ainda meio sem acreditar no bom desempenho com a vela pequena e no resultado, eu já enxergava o pódio como uma realidade, embora ainda imaginando que o vento fosse entrar, como ameaçou no intervalo, e inverter as posições. Dei alguns bordos nesse intervalo a fim de achar a regulagem perfeita e preferi não arriscar muito e joguei logo o pé de mastro pra frente e começei a rezar! A CR então mexeu na linha, pois na primeira regata quase todos largaram sem direito e fomos pra segunda regata.

Largamos com direito e minha meta era marcar o Morrone o tempo todo. Conseguimos largar bem, mas fiquei no back de Cação, o que me obrigou a cambar e ver o que ia dar no bordo de cima. O vento ameaçou entrar, cheguei a usar a 5ª alça num trecho do popa, mas depois caiu e, pra minha sorte, se manteve novamente ideal pras minhas condições. Essa eu cheguei com uma distância muito confortável, inclusive permitindo que eu voltasse um pedaço pra fazer a última bóia que eu tinha deixado pelo lado errado. Ainda bem que Cação também errou e me deu cola! Morrone chegou novamente em segundo, Leozinho em terceiro, Neves em quarto e Bernardo Pedrosa (ES) em quinto.

Na FW venceu Cação (ES), que não correu a primeira e na Sport deu Thales Rebouças (ES) na cabeça.

Na terceira e última regata eu larguei atrás do Morrone, mas eu tava meio merrecado e tive que bombar muito pra passar a linha planando, foi por muito pouco. Fomos nesse bordo da praia num pega bem legal até onde deu pra ir, mas ele estava com mais velocidade e mais ângulo. Cambamos pra cima e lá perto da primeira bóia de contra-vento o vento deu uma dimínuida, chegamos a boiar um pouco mas logo o vento entrou o suficiente de novo e descemos pro primeiro popa embolados, com ele por cima mais arribado e veloz, porém um pouco atrás. Só que ele foi muito rápido no gybe pra descer pra bóia que eu nem vi e nesse vacilo eu fiquei muito pra trás e não consegui recuperar mais. Ele então subiu tudo pra montar o último contra-vento e eu fiz o mesmo trajeto, porém de longe. Montamos e ao descer pro último popa o vento já devia estar no limite, pois eu já não planava mais nem com muito esforço e fizemos um popa raso pra chegada boiando. Nessa hora achei que ia cancelar, pois quase ninguém mais planava e eu vi todo um trabalho de meses perdido, mas como isso não depende da gente eu relaxei.

Felizmente a CR validou essa também e consequentemente o campeonato, com 3 regatas sem descarte, e mandou todo mundo de volta pra terra. Os resultados dos cinco primeiros colocados geral na FE ficaram assim:

1º - Romulo Finamore Neto (ES)
2º - Marcello Morrone (DF)
3º - Leonardo Venturini Filho (ES)
4º - Alexandre Neves (SC)
5º - Carlos Henrique de Siqueira (DF)

Na Categoria Junior 7.5 venceu Gabriel Bastos Pereira (ES), deixando em segundo lugar o Bebeko (SC), que também foi uma das revelações e competiu com muita raça, apesar da catapora de última hora que o deixou muito debilitado.

Na Master as colocações da Open quase se repetiram, ficando assim:

1º - Romulo Finamore Neto (ES)
2º - Marcello Morrone (DF)
3º - Alexandre Neves (SC)

A classe convidada Formula Windsurfing terminou com Cação em primeiro e Ton em segundo.
Na Sport venceu Thales Rebouças Junior, com Marcelo Vargas Bernardo em segundo e Manuel Gonçalves em terceiro, todos do ES.

O campeonato foi marcado por três dias de muitos momentos agradáveis e pela confraternização do windsurf família num clima tão alto astral que passaram despercebidos os ventos fracos dos dois primeiros dias e a ausência das delegações extrangeiras que, por receio de uma possível crise mundial, preferiram economizar uma viagem e optaram por competir apenas no Mundial da classe que será no mês que vem no Peru, deixando o título Pan-Americano 2008 em terras capixabas. Ao todo participaram do campeonato, nas diversas categorias, 43 velejadores de 5 Estados brasileiros, além do Distrito Federal.

Mas se os gringos pensam que vão se vingar no Mundial podem começar a tomar muito chá de coca porque os brasileiros vão invadir a cidade de Ancón, situada a 44 km de Lima, capital do Peru, de 28 de dezembro a 3 de janeiro!! Nada mal ter um brasileiro campeão mundial em pleno reveillon, hein?

O Campeonato Pan-Americano 2008 de Formula Experience foi realizado pela LOOP e teve o apoio da Prefeitura Municipal de Vitória, Governo do Estado, Iate Clube, FECAI, Santo Vento, Impressa Comunicação Visual, Supermercados São José e Rádio Cidade.

Em breve todas as fotos estarão no site e o DVD do evento será distribuído aos competidores.


Até a próxima e bons ventos a todos,

Rominho - BRA 110


   
Escola de Vela Rajada - Clube Libanês - Vila Velha/ES
(27) 9275-7397 - escolarajada@escolarajada.com