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Resumo Mundial do Perú‏

MORRONE, URUBU, NEVES, CALANGO E BEBEKO: EQUIPE CAMPEÃ!
Oi pessoal!

Acho que como a maioria já sabe, passei muito mal e infelizmente tive que abandonar a competição e ir pra Lima para poder ser melhor atendido e medicado, já que a infra-estrutura hospitalar de Ancón, balneário a 44km ao norte da capital peruana onde acontecia o mundial, era muito precária.

O campeonato estava marcado para os dias 29, 30 e 31 de dezembro - dia 1º seria dia livre - terminando com mais regatas nos dias 2 e 3 de janeiro.

Neves, Paula, Bebeko, Sonia e eu chegamos lá dia 26/12 e nos encontramos no clube, onde ficamos à mercê da organização o dia inteiro esperando uma definição sobre nossa casa, que alugamos com eles pela internet, mas na verdade a linda casa da foto que nos mandaram por e-mail, estilo BBB9, onde havia lugar para acomodar confortavelmente 13 pessoas, foi passada espertamente para 5 franceses, até hoje não entendemos como isso aconteceu, mas no dia seguinte conseguimos nos instalar super bem, num apê de frente pro mar a cerca de 15 minutos a pé do Yacht Club de Ancón, um clube de primeira onde passávamos o dia todo em função do campeonato, e onde tb eram feitas todas as refeições dos atletas.

No dia 27 chegou o resto da delegação brasileira: Morrone, Dani, Urubu e Calango. Com o cansaço da viagem só consegui entrar na água no dia 28, quando houve 2 regatas treino no fim de tarde após as inscrições e medição dos equipos, com ventos entre 12 e 16 nós. A regata serviu mais como um velejo de reconhecimento da raia, onde deu pra perceber que seria um velejo técnico, pois como o vento era terral, tinha bem mais vento na bóia de contra vento que na largada, algumas rondadas no bordo da praia e alguns buracos no bordo de fora. Entrei de 10.0, mas acho que seria melhor a 11.0 bem caçada. Como de costume, a maioria escondeu o jogo, acho que ninguém ali estava dando tudo. A vantagem é que a raia era bem lisa em função do vento terral, fazendo a prancha planar fácil e acelerar cada vez mais.

No dia 29, que seria o primeiro dia de regatas, como manda a lenda o vento não apareceu e ficamos na espera o dia todo e nem sequer montamos os equipamentos. No dia 30 a mesma coisa. No dia 31 idem, o dia todo esperando e, no fim da tarde, quando parecia que ir rolar uma condição mínima a CR tentou dar uma largada, sem sucesso, e todos voltaram boiando. Na pressa de caçar a vela na mão, já que eu tinha esquecido o caçador de manivela em Vitória e ninguém tinha um pra emprestar, tive um estiramento muscular nas costas ou coisa parecida e fiquei simplesmente uns 5 minutos imóvel no chão, sem poder me mexer de tanta dor e, com muito esforço, larguei tudo como estava e fui parar na enfermaria e a cada uma hora tomava massagem, além de me entupir de anti-inflamatório. Quando a CR mandou pra água eu fui assim mesmo cheio de dor, mas a fissura era tanta pra competir naquela merréca que deu pra me virar na água. Consegui planar em 2 pequenos bordos na volta de contra vento, devia ter menos de 6 nós, o que despertou a curiosidade de alguns peruanos cotados ao título, que me cercaram na praia pra copiar minhas regulagens, mas infelizmente esse seria o último dia na água pra mim.

Fizemos nosso reveillon particular entre os brasileiros e os donos da casa que apareceram de surpresa na virada do ano e nessa noite mesmo eu comecei a passar mal. Fora a dor nas costas, do nada começou uma febre de mais de 39º, dor abdominal e uma diarréia braba que durou dois dias e meio, que me tiraram do campeonato sem correr nenhuma regata.

Por outro lado, na tentativa de validar o campeonato de qualquer jeito, já que 4 dias se passaram sem nenhuma ragata, a organização fez uma reunião de emergência na noite do dia 1º e decidiu que toda a estrutura do evento, além dos 62 competidores (61, eu fiquei) seria transferida para uma praia a cerca de 90 km ao norte, El Paraiso, que fez jus ao nome e simplesmente no meio do deserto aconteceram 4 regatas com ventos de 12 a 28 nós, onde os brasileiros se deram muito bem e estavam já entre os melhores do mundo.

Com o campeonato validado, a organização definiu que o último dia seria em Ancón e, desta vez ventou e fizeram mais 4 regatas, ficando assim os resultados:

FE Master:

1º: Remi Vila (Martinica)
2º: Marcello Morrone (BRASIL - DF)
3º: Alexandre Neves (BRASIL - SC)

FW Master:

1º: Xavier Ferlet (Inglaterra)
2º: Não vou conseguir escrever esse nome (Polônia)
3º: Urubu (BRASIL - ES)
4º: Calango (BRASIL - ES)

FW Grand Master:

1º: Calango (BRASIL - ES)

Mesmo com todo o perrengue que passei fiquei muito feliz com a viagem, que foi muito divertida do começo ao fim, pois quando se está entre amigos tudo vale a pena, sem falar na troca de informações e experiências durante todo o campeonato e as novas amizades que a cada evento fazemos pelo mundo, sempre em função do windsurf, onde todos são amigos e a rivalidade fica só na água. Também estou muito feliz por fazer parte de uma equipe campeã, mesmo sem poder ter contribuído na água com resultados, mas podem ter certeza de que a torcida foi grande!

Valeu galera e o que eu já sabia se concretizou: o Brasil (e particularmente os capixabas) estão entre os melhores velejadores Masters do mundo na Formula!!!

Agora é rumo à Cadiz, no Mundial 2009 de FE + FW Master!!!


Abraços,
Rominho - BRA 110
   
Escola de Vela Rajada - Clube Libanês - Vila Velha/ES
(27) 9275-7397 - escolarajada@escolarajada.com